Feira Internacional de Maputo

FONTE: Lusa

2016-08-30 14:55:36

Expositores da Feira de Maputo dizem que Moçambique continua um “mercado promissor”

Moçambique continua a ser uma economia de futuro e um mercado atrativo para o investimento, apesar da difícil conjuntura que o país atravessa, disseram hoje à Lusa expositores da Feira Internacional de Maputo (Facim).

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Moçambique continua a ser uma economia de futuro e um mercado atrativo para o investimento, apesar da difícil conjuntura que o país atravessa, disseram hoje à Lusa expositores da Feira Internacional de Maputo (Facim).

"Continuamos a acreditar no mercado moçambicano, apesar destes desafios todos", disse à Lusa António Azevedo, diretor comercial da Arcen, uma empresa portuguesa que produz máquinas para a construção civil, falando à margem da Feira Internacional de Maputo (Facim), que decorre desde segunda-feira em Marracuene, arredores da capital moçambicana.

Apesar de admitir que o setor da construção já começou a ser abalado pela crise económica e pelo conflito armado no centro do país, afastando investimento estrangeiro, António Azevedo afirmou que Moçambique vai conseguir superar estes problemas, considerando que esta é uma certeza das empresas que "realmente conhecem o mercado moçambicano".

"As dificuldades dos acordos políticos também estão retardar os investimentos internacionais", lamentou, por outro lado, o diretor comercial da Arcen, acrescentando que o mercado moçambicano tem estado "meio parado", mas o país tem potencial para desenvolver um mercado robusto a nível regional.

Também Rui Romero, diretor da Pitágoras Moçambique, reconhece o período difícil da economia e adiantou que a empresa de projetos de arquitetura, engenharia e fiscalização se prepara para despedir pessoal.

"Como qualquer empresa em Moçambique, agora a situação vai exigir de nós um sacrifício para continuarmos aqui", declarou o diretor da Pitágoras Moçambique, mantendo no entanto confiança num mercado que considera promissor e numa economia de futuro.

Para Zita Guimarães, administradora da Agripec, uma empresa de agroindústria e comércio, a difícil situação que o país atravessa ainda não afetou o setor, considerando, no entanto, que está ciente de que os próximos tempos em Moçambique vão exigir novas estratégias para qualquer investidor.

"Sem dúvida, Moçambique tem um mercado promissor", afirmou a administradora, acrescentando, no entanto, que é preciso atenção para controlar a situação e evitar consequências negativas desta crise.

Moçambique atravessa um período de crise, marcado pela subida do custo de vida, forte desvalorização do metical face ao dólar, uma crise política e militar que opõe as forças dominantes do país e as consequências dos desastres naturais, comprometendo a primeira época da campanha agrícola de 2016.

As intenções de investimento em Moçambique caíram 48% no primeiro semestre de 2016 comparativamente ao mesmo período do ano passado, com Portugal no quinto lugar dos principais investidores estrangeiros, mas com uma queda de 80%, bastante superior à média.

A Facim decorre até 04 de setembro em Marracuene, nos arredores de Maputo, com a presença prevista de 2.250 empresas moçambicanas e 630 estrangeiras, provenientes de 33 países.

EYAC // JMR

Lusa/Fim

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