Feira Internacional de Maputo

FONTE: SAPO Notícias

2013-08-20 21:58:33

Caju, a antiga "pérola preciosa" do Índico

Planta originária do Brasil, o caju já foi, antes da independência, uma das maiores fontes de receita para Moçambique. Considerado em tempos um dos maiores exportadores de caju do mundo, Moçambique produzia mais de 200 mil toneladas e acabou por perder terreno para países como o Vietname, Índia e o Brasil.

castanhacajuA liberalização do caju por imposição do Banco Mundial (BM) deu grandes prejuízos para a produção nacional, proporcionando o desaparecimento da indústria, fecho das fábricas e o desemprego para milhares de operários. As pragas, o envelhecimento das árvores, incêndios florestais e a guerra civil também afectaram a produção de caju.

A produção desta matéria-prima, só voltou a crescer de forma célere e constante a partir de 2001, quando o Governo moçambicano incrementou novas políticas para o sector.

Para a implementação das directrizes do Governo foi criada em 1998 o INCAJU (Instituto de Fomento do Caju). No ano 2000, de forma a proteger esta indústria, foi introduzido um imposto de 18% sobre a exportação de castanha de caju não processada.

O INCAJU ficou responsável pelo desenvolvimento de programas de extensão de caju, o comércio e processamento de caju. O instituto tem como função promover programas de desenvolvimento da castanha, transformar com ênfase em tecnologias de baixos custos e o uso de mão-de-obra intensiva, incentivar a indústria existente para plantar pomares de caju, desenvolver a educação de programas de prevenção de incêndios florestais e pragas.

A área é maioritariamente dominada pelo sector familiar e estima-se que em 2011 funcionavam no país, 29 fábricas de processamento do caju entre as províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Gaza e Inhambane.

Segundo o Governo, actualmente existe um “Plano Director do Caju 2011/2020” onde se prevê que a quantidade de castanha comercializada no país aumente das actuais 100 mil toneladas por ano para 180 mil toneladas. Igualmente, o sector pretende aumentar a quantidade de castanha processada pela indústria nacional, passando das actuais 30 mil toneladas para 100 mil.

Nampula contribui com cerca de metade da produção nacional da castanha de caju. A província comercializou na campanha agrícola 2012/2013 perto de 57 mil toneladas, das 40 mil toneladas de castanha de caju previstas, pouco mais de metade da produção nacional que é de 100 mil toneladas.

A campanha da castanha de caju 2012/2013 rendeu aos produtores cerca de 565 milhões de meticais. Este substancial aumento da produção resultou pelo fomento da cultura, desenvolvimento de áreas produtivas, novos plantios e o maneio integrado dos caju

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